sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Potencializando a hipertrofia muscular


Educação Física Energia

Potencializando a hipertrofia muscular

Para que o processo de aumento da massa muscular ocorra com eficiência não basta oferecer o estímulo do treinamento físico. Também é necessário manter o organismo em situação metabólica favorável. Esta situação é a predominância do anabolismo sobre o catabolismo ou seja, das reações de síntese sobre as reações de degradação de matéria. Quando ocorre mais anabolismo do que catabolismo o balanço nitrogenado torna-se positivo, com retenção de nitrogênio e aumento da massa muscular. O nitrogênio é utilizado nessa situação como um marcador na proteína, e quando o seu balanço está positivo, indica que está havendo incorporação de proteína alimentar em tecido orgânico, na sua maior parte, músculo esquelético. As drogas anabolizantes agem positivando o balanço nitrogenado, explicando o seu efeito sobre a massa muscular. Devido aos inconvenientes de seu uso, é importante que sejam divulgadas outras formas de estimular o anabolismo e reduzir o catabolismo.

Os mais importantes hormônios anabolizantes do organismo são a testosterona (hormônio sexual masculino), produzido pelos testículos, o GH (hormônio do crescimento), produzido pela hipófise, e a insulina, produzida pelo pâncreas. A testosterona é estimulada pelos exercícios, principalmente pelos exercícios de força, e pela ingestão adequada de gorduras, visto que este hormônio é sintetizado a partir do colesterol. O GH é um hormônio sintetizado a partir de aminoácidos, sendo estimulado pela proteína alimentar, e também pelo treinamento, em particular pelos exercícios de força. Durante o sono também ocorre liberação de GH, sendo assim importante o descanso adormecido para o esportista. A insulina também é sintetizada a partir de aminoácidos e é estimulada pela ingestão de carboidratos. Recentemente se demonstrou que a maior produção de insulina decorrente da ingestão freqüente de carboidratos ao longo do dia consegue aumentar a síntese protéica, aumentando a positividade do balanço nitrogenado.

Assim sendo, para estimular ao máximo o anabolismo devemos treinar com pesos, descansar o mais possível, ingerir proteínas em quantidades adequadas (cerca de 2 gramas por quilo por dia), não restringir totalmente as gorduras da alimentação, e ingerir carboidratos várias vezes por dia. Pode ser oportuno lembrar que nas duas horas após os exercícios a ingestão de carboidratos é particularmente importante devido à facilitação metabólica para a síntese de glicogênio.
O catabolismo muscular ocorre em toda situação de estresse orgânico ou emocional devido ao aumento da produção de cortisol, hormônio da glândula supra-renal. As pessoas tensas e angustiadas produzem maiores quantidades de cortisol durante todo o dia. Durante os exercícios também ocorre grande aumento na produção de cortisol. Também contribuem para a degradação de tecido muscular a desidratação dos músculos durante os exercícios, e o aumento da concentração de amônia decorrente das reações químicas que liberam energia a partir da molécula de ATP.

Para reduzir o catabolismo devemos procurar manter as emoções sob controle e realizar treinos curtos. Dessa forma a desidratação e a produção de cortisol e de amônia não serão excessivas. Recentemente foi verificado que a creatina é uma substância que pode favorecer o aumento de massa muscular. Entre as hipóteses para explicar esse efeito estão o já documentado efeito ergogênico dessa substância (imagina-se que treinos mais pesados devem estimular mais hipertrofia), o aumento da hidratação dos músculos, e a redução de amônia devido à maior disponibilidade de ATP. Outra substância que talvez favoreça a redução do catabolismo é a glutamina, devido ao seu efeito de neutralizar quimicamente a amônia, e por também estimular a hidratação dos músculos. No entanto, apesar da situação promissora, a utilização de creatina e glutamina com o objetivo de estimular a massa muscular ainda está em fase experimental, e as doses e esquemas de administração atuais são totalmente empíricos. Um esquema coerente com a fisiologia, embora de eficácia ainda não estabelecida, é a utilização antes do treino de duas ou três gramas de creatina e a mesma quantidade de glutamina após o treino, duas gramas de glutamina, e mais duas tomadas de uma grama de glutamina a cada 3 ou 4 horas.

Considerando todos os aspectos anteriormente abordados podemos verificar que existem muitas atitudes a nível de treinamento, alimentação e suplementação que podem e devem ser tentadas para maximizar o aumento da massa muscular. A compreensão e dedicação à essas condutas talvez possam trazer muito progresso em termos de massa muscular, e mesmo para os mais ambiciosos atletas, podem ser alternativas seguras para as perigosas drogas anabolizantes.Para que o processo de aumento da massa muscular ocorra com eficiência não basta oferecer o estímulo do treinamento físico. Também é necessário manter o organismo em situação metabólica favorável. Esta situação é a predominância do anabolismo sobre o catabolismo ou seja, das reações de síntese sobre as reações de degradação de matéria. Quando ocorre mais anabolismo do que catabolismo o balanço nitrogenado torna-se positivo, com retenção de nitrogênio e aumento da massa muscular. O nitrogênio é utilizado nessa situação como um marcador na proteína, e quando o seu balanço está positivo, indica que está havendo incorporação de proteína alimentar em tecido orgânico, na sua maior parte, músculo esquelético. As drogas anabolizantes agem positivando o balanço nitrogenado, explicando o seu efeito sobre a massa muscular. Devido aos inconvenientes de seu uso, é importante que sejam divulgadas outras formas de estimular o anabolismo e reduzir o catabolismo.

Os mais importantes hormônios anabolizantes do organismo são a testosterona (hormônio sexual masculino), produzido pelos testículos, o GH (hormônio do crescimento), produzido pela hipófise, e a insulina, produzida pelo pâncreas. A testosterona é estimulada pelos exercícios, principalmente pelos exercícios de força, e pela ingestão adequada de gorduras, visto que este hormônio é sintetizado a partir do colesterol. O GH é um hormônio sintetizado a partir de aminoácidos, sendo estimulado pela proteína alimentar, e também pelo treinamento, em particular pelos exercícios de força. Durante o sono também ocorre liberação de GH, sendo assim importante o descanso adormecido para o esportista. A insulina também é sintetizada a partir de aminoácidos e é estimulada pela ingestão de carboidratos. Recentemente se demonstrou que a maior produção de insulina decorrente da ingestão freqüente de carboidratos ao longo do dia consegue aumentar a síntese protéica, aumentando a positividade do balanço nitrogenado.

Assim sendo, para estimular ao máximo o anabolismo devemos treinar com pesos, descansar o mais possível, ingerir proteínas em quantidades adequadas (cerca de 2 gramas por quilo por dia), não restringir totalmente as gorduras da alimentação, e ingerir carboidratos várias vezes por dia. Pode ser oportuno lembrar que nas duas horas após os exercícios a ingestão de carboidratos é particularmente importante devido à facilitação metabólica para a síntese de glicogênio.

O catabolismo muscular ocorre em toda situação de estresse orgânico ou emocional devido ao aumento da produção de cortisol, hormônio da glândula supra-renal. As pessoas tensas e angustiadas produzem maiores quantidades de cortisol durante todo o dia. Durante os exercícios também ocorre grande aumento na produção de cortisol. Também contribuem para a degradação de tecido muscular a desidratação dos músculos durante os exercícios, e o aumento da concentração de amônia decorrente das reações químicas que liberam energia a partir da molécula de ATP.

Para reduzir o catabolismo devemos procurar manter as emoções sob controle e realizar treinos curtos. Dessa forma a desidratação e a produção de cortisol e de amônia não serão excessivas. Recentemente foi verificado que a creatina é uma substância que pode favorecer o aumento de massa muscular. Entre as hipóteses para explicar esse efeito estão o já documentado efeito ergogênico dessa substância (imagina-se que treinos mais pesados devem estimular mais hipertrofia), o aumento da hidratação dos músculos, e a redução de amônia devido à maior disponibilidade de ATP. Outra substância que talvez favoreça a redução do catabolismo é a glutamina, devido ao seu efeito de neutralizar quimicamente a amônia, e por também estimular a hidratação dos músculos. No entanto, apesar da situação promissora, a utilização de creatina e glutamina com o objetivo de estimular a massa muscular ainda está em fase experimental, e as doses e esquemas de administração atuais são totalmente empíricos. Um esquema coerente com a fisiologia, embora de eficácia ainda não estabelecida, é a utilização antes do treino de duas ou três gramas de creatina e a mesma quantidade de glutamina após o treino, duas gramas de glutamina, e mais duas tomadas de uma grama de glutamina a cada 3 ou 4 horas.

Considerando todos os aspectos anteriormente abordados podemos verificar que existem muitas atitudes a nível de treinamento, alimentação e suplementação que podem e devem ser tentadas para maximizar o aumento da massa muscular. A compreensão e dedicação à essas condutas talvez possam trazer muito progresso em termos de massa muscular, e mesmo para os mais ambiciosos atletas, podem ser alternativas seguras para as perigosas drogas anabolizantes.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Personal trainer ou musculação na academia


Personal trainer ou musculação na academia


Treinar com a supervisão de um personal trainer é ter a garantia de um treinamento personalizado. Esse treino possui algumas diferenças do que é feito em algumas academias com o professor de musculação. Entretanto, nessa prestação de serviço, existem vantagens e desvantagens.
A musculação, diferente do que se ouve, não é um lugar, e sim, um meio de treinamento caracterizado pela utilização de pesos e máquinas desenvolvidas para oferecer alguma carga mecânica em oposição ao movimento dos segmentos corporais. A utilização deste meio de treinamento, de maneira sistematizada, objetiva, predominantemente, o treinamento da força muscular. A partir disso, outros objetivos serão conseqüências desse treinamento.
O professor de educação física, que trabalha nessa área, deve interagir com o aluno buscando conhecê-lo para identificar, qualificar e quantificar quais as características que o diferencia. E isso é feito através de algumas avaliações e o contato direto, antes, durante e após os treinos.
Seguindo essa lógica, é interessante pensar em cada treino como um teste para o próximo, pois, tudo que é feito hoje, serve como parâmetro de comparação para os ajustes das variáveis do treinamento de amanhã, como pesos, números de repetições, intervalos de descanso e etc.
Resumindo, o papel do profissional é incentivar, orientar, prescrever e administrar a prática da atividade física, dentro e fora das academias, de forma consciente e saudável, promovendo o bem estar e ajudando seus alunos a alcançar os objetivos durante os períodos de treino.
Diferentemente do personal trainer, o professor de musculação nas academias é responsável por muitos alunos ao mesmo tempo, fato que gera um paradoxo de atuação. A atenção do professor pode ficar diluída na multidão, tornando impossível contemplar o que foi descrito anteriormente. E sem o controle de todos os treinos, tanto a atuação do profissional, quanto os resultados desejados pelos alunos, ficam comprometidos. Mas profissionais competentes e interessados são capazes de orientar com eficiência seus alunos, garantindo a eles a segurança e a disponibilidade para ajudá-los quando for possível e necessário.
Poderíamos dizer que um dos diferenciais do personal trainer seria o de ser capaz de, sistematicamente, controlar as variáveis e as cargas do treinamento. E ainda, a capacidade de analisar quais fatores influenciam nas cargas de treinamento, avaliar a relação entre elas e decidir o que fazer, como fazer e, o mais importante, o porquê de se fazer alguns ajustes ou mudanças durante as seções.
No entanto, nem todos os alunos precisam ou querem esse tipo de assistência. Há pessoas que conseguem seguir muito bem as orientações dadas pelo professor de musculação. Este, sendo competente e atencioso, conseguirá acompanhá-lo e ajudá-lo a evoluir no treinamento, ajustando ou mudando sempre que necessário. Outros alunos são mais dependentes de uma supervisão direta, que motiva, corrige, exige e garante toda a segurança do treino. E ainda existe aquele aluno que não quer treinar sério, não quer conversar, nem saber sobre o que está fazendo. Não quer ninguém pegando nele, muito menos o vigiando o tempo todo. Nesses casos, nem professor de musculação, nem personal trainer pode resolver. Mas a segurança deve ser sempre preservada.
Então, ficamos de longe só observando e prontos a ajudá-los assim que formos solicitados, aproveitando esses momentos para esclarecê-lo sobre a importância do acompanhamento profissional.

Acredita que a atuação de um professor de educação física deve ser caracterizada por um conhecimento prático, mas baseada e sustentada em conhecimentos científicos e aplicada com conhecimentos pedagógicos. Dessa forma, a profissão é respeitada e valorizada, e os alunos conseguem alcançar seus objetivos, quaisquer que sejam eles.

- A carga de treinamento é um estímulo capaz de provocar adaptações no organismo, sendo tradicionalmente dimensionada através dos componentes: Volume, Intensidade, Freqüência, Densidade e Duração.

- Variáveis Estruturais do Treinamento: são os elementos primários para a elaboração e análise de um programa de treinamento na musculação. São os elementos presentes no programa que podem ser manipulados, conduzindo a alterações nos componentes da carga (Ex.: número de séries e repetições; quantidade de pesos; tempos de pausas; posição dos segmentos corporais; tempo da duração de cada repetição; etc

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA


Importância da atividade física

"A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam."

Introdução

Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde.
No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública.

Por que a preocupação com o sedentarismo?

Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vive nas cidades.
Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência.
Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona pelo menos em parte à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.

Quais são os benefícios da atividade física?

A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.
Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.
Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.
A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.
Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?

A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:
• Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.

• Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.

• Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.
Atividade física em crianças e jovens
Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade.

Atividade física em idosos

A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício.
Está mais do que comprovado que os idosos obtém benefícios da prática de atividade física regular tanto quanto os jovens. Ela promove mudanças corporais, melhora a auto-estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização.
Antes do início da prática de exercícios, o idoso deve passar por uma avaliação médica cuidadosa e realização de exames. Isso permitirá ao médico indicar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e musculação.

Algumas recomendações são importantes, e valem também para as outras faixas etárias:

• Uso de roupas e calçados adequados.
• Ingestão de grandes quantidades de líquidos, antes do exercício.
• Praticar atividades apenas quando estiver se sentindo bem.
• Iniciar as atividades lenta e gradualmente.
• Evitar o cigarro e medicamentos para dormir.
• Alimentar-se até duas horas antes do exercício.
• Respeitar seus limites pessoais.
• Informar qualquer sintoma.

Atividade física durante a gestação

É necessário a todas as gestantes um trabalho corporal a cada trimestre da gestação, para facilitar a adequação às alterações que ocorrem nesse período. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita a realização das atividades domésticas; uma melhoria das condições musculares e esqueléticas ajuda na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além disso, é de extrema importância a auto-estima, a convivência com outras gestantes e os sentimentos de segurança e de felicidade.

Os exercícios de ginástica garantem fortalecimento muscular, protegendo assim as articulações e reduzindo o risco de lesões. Ajudam também na oxigenação, na circulação e no controle da respiração. Já os exercícios desenvolvidos na água favorecem o relaxamento corporal, reduzem as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos.
Antes do início dos exercícios, a gestante deve passar por consulta de pré-natal para ser avaliada pelo obstetra. Após a realização dos exames ele poderá liberar ou não a prática de exercícios. As mulheres que já praticavam atividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo, podem continuar as atividades após adaptação para seu novo estado. Já aquelas sedentárias devem iniciar os exercícios após a décima segunda semana de gestação. Não havendo problemas, os exercícios podem ser continuados até o parto, embora seja necessário reduzir a intensidade aos poucos. Após o parto normal, as atividades podem ser retomadas após 40 dias. No caso de cesárea, o médico avalia cada caso.

As atividades físicas mais recomendadas às mulheres grávidas são:

• Caminhada: é muito bom para a preparação para o parto, já que melhora a capacidade cardiorrespiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos.

• Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação.

• Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes!

• Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração.

Considerações finais

Para finalizar devemos ressaltar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Caso sinta algo diferente é mandatório informar ao responsável. Outro ponto importante, que não deve ser esquecido, é a adoção de uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Prefira o consumo de carnes grelhadas ou preparadas com pouca gordura. Evite o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de "fast-foods". E lembre-se: beba muito líquido (de preferência água e sucos naturais).
A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral. Afetam de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. O que isso quer dizer? Há uma melhora significativa da sua qualidade de vida!
O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Educação Física



Educação Física

A Educação Física é uma disciplina que integra o educando na cultura corporal, formando o cidadão que irá produzi-la, reproduzi-la e transformá-la através dos jogos, dos esportes, das lutas, da ginástica e das danças, na busca do exercício crítico da cidadania e de uma melhor qualidade de vida.

Ela é considerada como um meio educativo privilegiado, pois abrange o ser na sua totalidade, objetivando o equilíbrio, a saúde do corpo, a aptidão física para a ação e o desenvolvimento dos valores morais.

Não se pode falar de um corpo fragmentado, mas de uma totalidade capaz de conectar pensamentos e movimentos através de ligações de sensibilidade. Nesta relação corpo e emoção o que importa não é o gesto pelo gesto, mas o significado deste diante do mundo.

Esta disciplina permite ao educando exercer todas as suas potencialidades, desenvolve as funções mentais, a coordenação motora, a criatividade, a livre expressão e a sociabilidade, também auxilia no desenvolvimento global do indivíduo, isto é, no aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo.

A música e a dança, auxiliares na melhora dos movimentos, tornam-se elementos integrados que enriquecem as aulas, proporcionando ao educando um meio de desenvolver sensibilidade, imaginação, improvisação, criação e comunicação de emoções, idéias, concepções e valores. Assim como a Educação Física, a dança possibilita a educação integral, pois busca a perfeita formação corporal, o espírito socializador e o desenvolvimento criativo. Além de proporcionar a expressão corporal, é uma ótima maneira de moldar o corpo, trazendo benefícios, tais como: a auto-estima, combate ao estresse e a melhora na postura corporal, porém não terá valor se tiver seu objetivo voltado somente para a arte e não priorizar o auxílio à aquisição e à manutenção da saúde e aptidão social, mental, psíquica, física e afetiva.

Cabe ao professor aprofundar essas habilidades e conhecimentos técnico-científicos, culturais e artísticos, aprimorando seus valores e atributos como educador e buscar subsídios para uma atuação afetiva e positiva em relação aos educandos. Isso tornará a atividade física acessível para o máximo possível de pessoas, sem o caráter elitista, para que todos possam participar dentro das suas limitações e capacidades.

As aulas devem ser uma oportunidade de aprender e ensinar com prazer, unindo o corpo, o espírito e o coração na busca de um ser espontâneo, vivo, dinâmico e capaz de exteriorizar seus pensamentos, sentimentos e sensações.

A Educação Física pode e deve, num ambiente de muito afeto, desenvolver o indivíduo na sua totalidade, proporcionando a ele uma oportunidade de encontrar-se, descobrir-se e amar-se para, a partir desta auto-afirmação, poder amar também os outros de forma plena e intensa.

Musculação e o Medo de Ganhar Peso


Musculação e o Medo de Ganhar Peso

Você tem medo de aumentar o seu peso com a musculação? Pois saiba que em longo prazo, a musculação é uma das atividades que mais ajuda a emagrecer de forma saudável. Saiba que emagrecer com saúde não significa necessariamente perder peso e sim aumentar a massa magra e diminuir a gordura, que é o que a musculação faz. Afinal, você prefere emagrecer e ficar flácida e fraca ou emagrecer enrijecendo os músculos, ganhando assim um corpo mais bonito, forte, saudável e atraente?

O ideal é mudar a composição corporal, perdendo ou não peso na balança (devendo ser feita uma avaliação em cada caso). Em relação ao gasto calórico, numa caminhada moderada de 1 hora você pode eliminar de 200 a 300 kcal. Já em 30 minutos intensos de musculação, pode-se gastar a mesma quantidade de calorias (dependendo de cada metabolismo). A musculação acelera o metabolismo do seu praticante e favorece a queima de gorduras pelo organismo. Apesar de na musculação você não queimar gordura como fonte de energia, durante o esforço (onde o fósforo, a creatina e a glicose anaeróbia são utilizados), existe um processo chamado gliconeogênese, que é a utilização de gordura para repor as calorias perdidas durante o treino. Com o metabolismo acelerado, você continua queimando a gordura por muito tempo depois da atividade física.

Após o exercício aeróbio nosso organismo leva cerca de 1 hora para voltar ao normal, onde eliminamos entre 10 e 15 calorias. Quem faz musculação tem o metabolismo 12% mais acelerado no pós-treino e até 15 horas depois esta taxa continua 7% mais alta. Vimos que a musculação aumenta a massa magra. Esta massa magra acelera o metabolismo de 17 a 25 vezes mais do que a massa de gordura. Assim sendo, quanto maior a massa muscular, mais acelerado será o seu metabolismo e o seu gasto calórico.
Para você ter déia, 1 kg a mais de músculos (que não é muito fácil de conseguir) consome 15 kcal extras por dia. Em longo prazo (mais ou menos 10 meses) se você conseguir ganhar 2 kg de músculos, poderá perder 9000 calorias. Você poderá eliminar de 2 kg a 3 kg de gordura em 12 semanas, fazendo musculação 3x por semana. É claro que a dieta alimentar também é necessária, tornando o resultado mais rápido.

Atividade Física e Musculação


Atividade Física e Musculação


Musculação e lesões


As pessoas que participam de um programa de treinamento com pesos esperam que este produza alguns benefícios básicos, como o aumento da força, do tamanho dos músculos e a diminuição da gordura corporal. Esses benefícios, devido às próprias características da modalidade, se dão em muito pouco tempo e os praticantes querem sempre evoluir e progredir nos resultados. Porém, por vezes, devido a fatores diversos, pode ocorrer uma lesão, não podendo prosseguir com o treinamento, e se não houver treino, não haverá progresso. A interrupção indesejada pode causar um grande conflito entre a vontade de treinar e a necessidade de resguardo.

A musculação, quando bem orientada, representa uma importante arma profilática em relação às lesões músculo-articulares. Neste sentido, é capaz de reduzir e até evitar muitas lesões desportivas, manter um organismo sempre saudável e preparado para as agressões do dia-a-dia. Mesmo sendo de característica estável e segura, e possuindo uma quantidade de lesões bastante inferior comparativamente a outras modalidades desportivas, quando utilizada ou executada de forma incorreta pode contribuir ou ser determinante na ocorrência de danos físicos, muitas vezes sérios aos seus adeptos.

Paralelamente a popularidade e crescente aumento de praticantes, observa-se no treinamento com pesos um aumento na frequência das lesões, que podem ocorrer por fatores variados, como por exemplo; (1) graduação das cargas muitas vezes não compatíveis com o indivíduo, (2) aquecimento inadequado e insuficiente, (3) postura incorreta na execução dos exercícios, (4) amplitude incorreta dos movimentos associada à velocidade excessiva, (5) falta de orientação de um profissional especializado, (6) baixo número de repetições, (7) excesso de trabalho semanal, etc.. Cabe salientar que, dentre essas possibilidades citadas, constata-se que o treinamento com cargas elevadas acima do limite suportado pelas estruturas, o excesso de treino e a falta de aquecimento adequado são os fatores mais observados como causadores de lesões.

Sendo assim, o conhecimento das técnicas, a cautela na graduação das cargas e a adoção de medidas preventivas ligadas a atitudes específicas do treinamento, são de grande importância para uma prática segura e, consequentemente, uma diminuição da incidência de lesões.

Perseguir metas ambiciosas pode prejudicar a saúde


Vida e Saúde

Perseguir metas ambiciosas pode
prejudicar a saúde


Um novo estudo pode derrubar a ideia de que a persistência é a chave para o sucesso. Ao contrário, pode ser o caminho para um sério quadro de depressão. Isso é o que indica um estudo conduzido pela University of British Columbia, do Canadá, e publicado na edição de junho do Journal of Personality and Social Psychology, dos Estados Unidos. Segundo a pesquisa é saudável desistir de metas ambiciosas, além de que a persistência pode ter impacto negativo sobre a saúde mental.

A pesquisa traçou paralelo entre depressão e a maneira como as pessoas lidam com seus objetivos, e identificou que aquelas que desistem mais facilmente de metas ambiciosas ou inalcançáveis sofreriam menos quadros de depressão mais sérios.

Os pesquisadores observaram durante 19 meses um grupo de jovens mulheres entre 15 e 19 anos, e a capacidade de adaptação a metas e sonhos, verificando habilidade para desistir das inatingíveis e de se engajar em novos projetos.

Sintomas associados à depressão foram monitorados ao longo do estudo. As voluntárias que abandonavam projetos ambiciosos mais facilmente apresentaram quadros de depressão leve, o que é visto como natural em adultos.

Segundo os pesquisadores, a depressão é um mecanismo de defesa do organismo, pois quando um objetivo é identificado como inatingível, a motivação cai. E, nesse período de baixa motivação, a energia é economizada e novas metas podem ser encontradas. Se esse mecanismo não funciona direito, uma depressão severa pode surgir.

O estudo complementa informações obtidas há dois anos. A importância de desistir de objetivos impróprios também foi associada à menor concentração de proteína C-reativa no organismo, substância associada com maior risco de diabetes e doenças cardiovasculares.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Conheça as possíveis variações de um treinamento de musculação


Conheça as possíveis variações de um treinamento de musculação


A musculação pode ser definida por exercícios localizados que são realizados contra uma resistência. Existe uma grande variedade de implementos que podem ser utilizados, halteres, barras, anilhas, caneleiras, equipamentos com elástico/mola ou ainda utilizando apenas as alavancas corporais e a força da gravidade. Não há restrição para a prática da musculação, crianças, adolescentes, adultos e idosos podem usufruir dos seus benefícios. Deficientes, portadores de doenças crônicas e degenerativas e indivíduos em fase de recuperação cirúrgica ou de lesões, também podem praticar, desde que respeitadas as limitações e fases do desenvolvimento.

Trata-se de uma atividade extremamente segura, pois é possível ter controle da sobrecarga e da execução de cada movimento. É indicada no tratamento da osteopenia (perda de massa óssea) e outras doenças, na prevenção de lesões, na manutenção da capacidade de realizar tarefas diárias (no caso dos idosos) e na melhora da performance esportiva.

Os exercícios podem ser ordenados de diversas formas:
1. Alternado por segmento: Normalmente utilizada por iniciantes, evita a fadiga;

2. Localizado por articulação: Exercícios são realizados em seqüência para o mesmo grupo muscular;

3. Prioritário: Dá ênfase a um determinado grupo muscular, os exercícios não são realizados em seqüência;

4. Agonista-Antagonista: Exercícios são realizados intercalando músculos que fazem movimentos opostos;

5. Pré-exaustão: Exercícios monoarticulares são executados antes dos biarticulares.
Existem diferentes estratégias de treinamento, as mais conhecidas são:

1. Tradicional (força, hipertrofia, rml e potência): Sobrecarga, séries e repetições fixas;

2. Sobrecarga fixa e repetições variadas (força, hipertrofia, rml e potência): Aumenta-se o número de repetições para a mesma sobrecarga;

3. Pirâmide crescente (força e hipertrofia): Sobrecarga aumenta, repetições diminuem;

4. Pirâmide decrescente (força e hipertrofia): Sobrecarga diminui e repetições aumentam;

5. Pirâmide truncada (força e hipertrofia): A sobrecarga é menor do que 100% de 1RM;

6. Bi-set (hipertrofia): Realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular;

7. Tri-set (hipertrofia): Realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular;

8. Drop-set (hipertrofia): Realização do movimento com técnica perfeita até a falha concêntrica seguido de redução da carga (em aproximadamente 20%), após a falha e prosseguimento do exercício com técnica perfeita até nova falha. Repetir o segundo e terceiro passos até se alcançar o objetivo estabelecido para o treino;

9. Super-set (hipertrofia): Realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular;

10. Circuito (RML): Realizar diversos exercícios com um intervalo controlado mínimo, ou sem intervalo, entre eles.
Quatro tipos de exercício determinam como ocorre a contração:

1. Isotônico: Há movimento articular, compreende as fases concêntrica e excêntrica do movimento;

2. Isométrico: Não há movimento, desenvolvimento de tensão máxima em um determinado ângulo;

3. Isocinético: A resistência oferecida é igual à força realizada durante toda a amplitude do movimento;

4. Pliométrico: Específico para membros inferiores, é realizado com movimento de salto onde ocorre o alongamento do músculo imediatamente antes da sua contração (fase de aterrisagem). Neste momento ocorre o reflexo miotático, o músculo funciona como uma mola, gerando um aumento do trabalho concêntrico, ou seja da força de contração proporcionando um próximo salto ainda mais potente. É indicado para praticantes de esportes que exijam movimentos "explosivos".
A combinação entre a ordem de execução dos exercícios, as estratégias, os tipos de exercício, bem como a quantidade de repetições, de séries, de descanso entre séries e da sobrecarga é responsável por resultados surpreendentes na musculação.

Vale lembrar também que a divisão dos exercícios é fundamental para a recuperação muscular, pois é no descanso que ocorrem os ganhos (o músculo deve descansar cerca de 72 horas).

Para que isso seja feito de forma eficiente é necessário conhecer as ações musculares, preferencialmente estando cientes da origem e inserção dos músculos utilizados e o grau de importância que têm naquele movimento. Conhecer resultados de testes eletromiográficos realizados especificamente com exercícios de musculação, acabam com equívocos gerados a partir de informações obtidas por fontes não confiáveis e permitem saber com precisão qual a importância de cada músculo envolvido no movimento.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

VIDA


V I D A

Como a vida é frágil,
Parece ser um único fio que segura nossa existência
E pensar nisso me levou a refletir sobre alguns conceitos, algumas experiências,
Sobre o amor, por exemplo,
O amor não é um sentimento propiciado pelo tempo,
Mas sim pela experiência e pelos momentos que dois vivem juntos
O amor não é trazido pela convivência, mas pelos momentos marcantes da vida
Não existe um critério para senti-lo, mas sim uma gama de emoções que o cultivam e o permitem florescer
Ele é mutante, se manifesta de várias formas e nos permite exercê-lo também de várias formas
Talvez seja o sentimento mais composto, mais complexo e certamente é misto, acompanhado de outros
Como a saudade, como a atração física, como a cumplicidade
Talvez seja piegas dizer, mas acredito que ele seja sim o combustível para a vida
E talvez também a chave que precisamos no fim
Para partir com a consciência tranqüila de ter deixado um legado
Para poder responder às perguntas que os deuses nos fazem quando chegamos no outro plano
Você teve alegria na sua vida?
Você proporcionou alegria a alguém?
São essas as perguntas que os egípcios acreditam ser o grande julgamento, a chave para ir para o idealizado paraíso
96% por cento das pessoas, segundo uma pesquisa, não gostariam de saber o dia da sua morte
Os outros 4%, acredito eu, não tem consciência do que seria ter essa informação
Por isso digo que a vida é um fio delicado
Justamente por não sabermos quando esse fio se rompe
É aí que está a mágica da vida
A expectativa do amanhã, que nos faz tentarmos ser o melhor hoje, agora, nesse exato minuto
Pois não sabemos se no próximo minuto ou segundo poderemos tentar ser melhores.

REFLITA


REFLITA...



A vida coloca em nossos destinos pessoas e obstáculos,
A cada obstáculo uma surpresa, às vezes estas surpresas são desagradáveis, mas basta saber lidar com esta situação e daremos a volta por cima.

As pessoas que passam pelo nosso caminho deixam marcas,
Algumas deixam marcas inesquecíveis e agradáveis de lembrar e outras deixam marcas de dor e sofrimento, mas é só encará-las de frente.

Superar situações é sinal de força e coragem,
Mas as vezes começamos a nos decepcionar sem tentar separá-las e nos damos por vencidos, mas levante a cabeça e encare todas elas com justiça e sabedoria.

As vezes pensamos em desistir de tudo e de todos, e nos entregar de corpo e alma a uma pessoa, mas pense bem, será que esta pessoa merece todo este sacrifício?
Não haja por impulso, sempre pare, pense e reflita, com calma, justiça e sabedoria.

Não deixe de lutar pelos seus ideais e pro tudo aquilo que você acha que é o certo a fazer...
Nunca magoe uma pessoa, pois depois você pode ser magoado...
Nunca deixe a inveja, mentira e ambição tomarem conta de você,
lute contra as coisas que vão causar dor e sofrimento...

Lembre-se sempre a vida é para ser vivida com cuidado e sabedoria,
Aproveite para fazer as pazes com as pessoas que você teve algum desentendimento e nunca esqueça que você é a peça fundamental para fazer um mundo melhor para se viver...

E a vida também é construída por você, então à construa da melhor maneira possível e não deixando imperfeições.

domingo, 7 de junho de 2009

PRESCRIÇÃO DE TREINAMENTO DE FORÇA PARA IDOSOS: RISCOS E BENEFÍCIOS

PRESCRIÇÃO DE TREINAMENTO DE FORÇA PARA IDOSOS: RISCOS E BENEFÍCIOS

Durante os últimos 20 anos ficou comprovado que os idosos poderiam se beneficiar com a participação de um treinamento de força. Até mesmo indivíduos muito idosos (80 anos ou mais) podem se beneficiar de um treinamento com pesos (FLECK & KRAEMER, 1999).

Sabemos, hoje em dia, que o desempenho da força apresenta seu pico máximo dos 20 aos 30 anos permanecendo bastante estável até os 50 anos diminuindo bastante após isso. Chegando a atingir declínios de aproximadamente 30% por década após os 70 anos (FLECK & KRAEMER, 1999).

A perda da força de membros inferiores é a principal responsável pela incidência de quedas em idosos. Calcula-se, hoje em dia, que de cada 3 idosos vítima de queda, 1 morre em decorrência dos efeitos negativos da mesma (MATSUDO, 2001).

Dessa forma o programa de treinamento com pesos deve ser estimulado para essa população. Só para exemplificarmos a importância do treinamento de força para idosos, podemos citar o estudo feito por BASSEY e cols (1992) que acharam associação de 86% entre velocidade de caminhada e potência de extensão de joelho nessa população.

Abaixo temos dicas úteis para prescrição segura do treinamento de força aplicado os idosos de todas as idades. Todas as informações encontradas foram baseadas em FLECK & KRAEMER, 1999 e RASO, 2007.

AQUECIMENTO

- Fundamental antes de iniciar a parte principal da sessão de treino;

- Deve ter duração de 15 a 20 minutos começando com o caminhar ou o pedalar entre 60% a 70% da FCmáx seguido de alongamento para os principais grupamentos musculares.

ESCOLHA DO EXERCÍCIO

- Devem ser estimulados, primeiramente, os grandes grupamentos musculares (4 a 6 exercícios são suficientes;

- Os exercícios para os pequenos grupamentos devem vir em segundo plano (de 3 a 5 exercícios);

- Ênfase em máquinas. Porém, se bem supervisionados, os treinos com a utilização de pesos livres Também podem ser utilizados.

INTENSIDADE (CARGA UTILIZADA)

- Cargas de 50% a 80% de 1RM tem sido utilizadas com freqüência na literatura. Alguns estudos demonstram que, quanto maior a carga, maiores os ganhos de força. Porém, recomenda-se um período de adaptação inicial de 2 a 4 semanas utilizando cargas em torno de 50% de 1RM;

- Escalas subjetivas de percepção de esforço também são utilizadas com bastante freqüência.

NÚMERO DE SÉRIES E REPETIÇÕES

- De 1 a 3 séries com 8 a 15 repetições. No início recomenda-se a utilização de apenas uma série.

DESCANSO ENTRE AS SÉRIES E EXERCÍCIOS

- Depende da intensidade de carga. Para cargas mais leves (50% de 1RM) intervalos entre 1 a 2 minutos são recomendados enquanto que para cargas mais pesadas (80% de 1 RM) intervalos entre 2 a 3 minutos são adequados.

VOLTA A CALMA

- finalizar a sessão com alongamentos leves (10 minutos são suficientes)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BASSEY EJ et al. Clin Sci 82: 321-7, 1992.

FLECK SJ, KRAEMER WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. Artmed. 2ª. Edição, 1999.

RASO V. Envelhecimento saudável: manual de treinamento com pesos. São Paulo, 2007.

MATSUDO, SMM. Envelhecimento e atividade física. Midograf. São Paulo, 2001.

O TREINAMENTO DA RESISTÊNCIA

O TREINAMENTO DA RESISTÊNCIA

O TREINAMENTO DA RESISTÊNCIA

A resistência, dentro do treinamento desportivo, é considerada uma das capacidades físicas mais importantes para o sucesso competitivo do atleta. Atletas resistentes possuem maiores condições de superar as cargas competitivas além de possuírem recuperação otimizada pelo treinamento desta capacidade física.

Nas próximas linhas seguem algumas dicas práticas de como devemos trabalhar a resistência dentro do esporte de alto rendimento. Vale lembrar que essas são apenas sugestões e que a prescrição desta capacidade deve ser feita de forma criteriosa e dentro dos objetivos estabelecidos de minha periodização. Dessa forma, essa capacidade pode ser dividida em Resistência geral (trabalho de mais de 1/6 da musculatura e resistência local (menos de 1/6 da musculatura).

Em relação à duração de acordo com a carga competitiva, ela pode ser dividida em:

- Resistência de Curta Duração (RCD): Estímulos até 2 minutos com altas intensidades e baixo volume onde o objetivo é o trabalho dos metabolismos anaeróbio alático e lático. Normalmente a pausa de recuperação é completa;

- Resistência de Média Duração (RMD): Estímulos de 2 a 8 minutos com objetivo de estimularmos o metabolismo anaeróbio lático e aeróbio (com menor frequência). As pausas de recuperação, normalmente, são curtas.

- Resistência de longa duração (RLD): Estímulos acima de 8 minutos com intuito de desenvolvermos, predominantemente, o metabolismo de caráter aeróbio. Dependendo do tempo de estímulos, a pausa é rígida.

Já, conforme a importância no esporte a resistência pode ser distribuída em :

- Resistência fundamental: Utilizada para trabalhar a capacidade aeróbia de base.

- Resistência Específica: Envolve estímulos da capacidade aeróbia - anaeróbia com características mais específicas para a modalidade desportiva almejada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

WEINECK J. Treinamento Ideal. Editora Manole. São Paulo, 2003.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Exercício físico, bom ou ruím?


Exercício físico, bom ou ruím?

Quando ligamos a TV, lemos qualquer revista ou conversamos na esquina escutamos: “pratique esporte ou pratique exercícios físicos!”. E, atualmente isto parece ser uma ordem, muito boa por sinal, mas que merece algumas restriões. É preciso tomar muito cuidado para que algo que seja teoricamente benéfico para nossa saúde confirme-se na prática.


Primeiramente é importante definir o que é atividade física e o que é exercício físico. Atividade Física é todo movimento que fazemos onde o gasto energético seja maior que o repouso, cortar grama ou passear com o cachorro por exemplo.

E exercício físico é uma atividade planejada, estruturada e dosificada para que o indivíduo pratique voluntariamente. Então você que é leigo e que está tomando consciência de que realmente movimentar-se é uma necessidade para ter saúde cuidado com o: PRATIQUE EXERCÍCIOS FÍSICOS. Sim, você dirá pratico, mas, quais exercícios devo fazer? Quando? Onde? E de que forma?

fundamental que entendamos que o Exercício Físico só trará seus benefícios a Saúde do indivíduo se tiver alguns detalhes importantes seguidos a risca. Em primeiro lugar somente deve praticar exercícios físicos quem sente-se bem e saudável. Se você já é adulto deve ter o aval de um médico.

Depois disto importante que você seja orientado por um professor de Educaão Física, que atualize-se constantemente. Desde uma simples caminhada são necessários cuidados para que tornem esta atividade benéfica.

Cada indivíduo é único no mundo e atividades que são agradáveis para uns não as são para outros, esforços insignificantes para uns são esforços extenuantes para outros, esportes individuais muito monótonos para uns são a busca do auto-conhecimento para outros. Então está começando a ficar claro que um dos segredos para o Exercício proporcionar mudanças positivas no organismo e na mente do indivíduo é a dosagem individual deste.

As recomendaões básicas que já são testadas, comprovadas e aceitas pela comunidade científica quanto ao Exercício Físico são as seguintes:

Freqência: o exercício físico não deve ser realizado esporadicamente, e sim, no mínimo 3 vezes por semana. De 4 a 5 vezes é o que mais se recomenda atualmente, porém quanto maior o número de vezes por semana (5, 6 ou até 7!) maior é o risco de lesões por esforços repetitivos.

Pessoalmente acredito que devido ao enorme tempo que ficamos sem fazer grandes gastos de energia durante o dia deveríamos fazer exercícios todos os dias, mas se isto ocorrer, não deveríamos realizar sempre o mesmo tipo de atividade sobre o risco de sobrecarregar e desgastar precocemente as estruturas do corpo.

Tempo: no mínimo 30 minutos por dia, e este tempo pode ser numa única sessão ou em duas de 15 minutos.

Intervalo: realizar exercícios com mais de 72 horas (3 dias) de intervalo é no mínimo ficar estagnado. O organismo estará na mesma condião anterior na próxima sessão de treino. E, assim como intervalos muito grandes, os intervalos pequenos (treinar mais de uma vez no mesmo dia) não são adequados para o indivíduo que busca no exercício investir na sua Saúde.

Vale lembrar que são nos intervalos que nosso corpo se adapta aos esforços que foi submetido. Uma alimentaão equilibrada, com boa hidrataão e sono suficiente são ótimos companheiros dos exercícios, fazendo com que aproveitemos ao máximo o que eles nos oferecem.

Intensidade: podemos fazer apenas 15 minutos de corrida, mas correr tão rapidamente que no dia seguinte mal levantamos da cama de tantas dores nas pernas. Ou podemos jogar 2 horas de futebol onde na posião que escolhemos (goleiro, por exemplo), não nos desgastemos tanto. A intensidade do exercício tem a ver com o quando difícil para mim é realizá-lo. E aqui uma das grandes chaves para descobrir o que é bom para você é aprender a perceber as respostas que meu corpo lhe manda.

Normalmente é mais difícil ao indivíduo saber dizer, eu devo ir mais devagar, ou para que 50 repetiões se na 25ª eu já estou sentindo dores? As dores são alertas que o organismo nos manda para dizer-nos que algo não está bem com ele. Quem pretende realizar exercícios para melhorar ou manter sua saúde não deveria sentir dores. Atletas sim, mas eles precisam chegar aos seus limites máximos, inclusive muitos atletas não tem saúde em virtude destas sobrecargas enormes que são submetidos.

Tipo de atividade: para alguém que aprendeu na infância e na escola a gostar de movimentos não ser difícil incorporal aos seus hábitos de vida o movimento mais intenso. Mas para quem já faz tempo que não exercita-se, sempre foi deixado de lado, por ser “ruim de bola” e ainda ganhou vários quilos nos últimos anos, não é nada fácil iniciar. E sair correndo por ai no mínimo, imprudência. Neste item vale apenas um conselho, procure ter mais de um tipo de atividade como preferida, desde caminhar, dançar, pedalar, fazer uma aula de ginástica, ou praticar um esporte.

Você tem que sentir prazer nesta atividade. Aprenda a gostar de movimentar-se. Aprenda a perceber aquelas mudanças sutis que vão ocorrendo como dormir melhor, poder concentrar-se mais no trabalho, conversar com pessoas diferentes, fazer amizades, acordar mais disposto, estar mais animado e alegre, enfim perceba o que você está ganhando além de músculos e ossos mais fortes.

Finalizando, nosso corpo foi projetado para os movimentos e não é somente capaz de realizá-los com perfeião, mas precisa deles para manter-se saudável. Então, escolha algo que você divirta-se e sinta-se bem, inicie sem pressa, o importante não é começar a todo vapor, o importante é começar.

E após começar, para ter a certeza que o Exercício Físico está sendo ótimo para você necessário dosá-lo de forma adequada as suas condiões atuais, o que um Profissional de Educaão Física é capaz de fazer através de testes, percepão, experiência e troca de idéias.

Coloque seu nome na sua “agenda” encontre tempo para investir em si mesmo e pratique regularmente Exercícios Físicos.

O ciúme e a sexualidade


O ciúme e a sexualidade
O ciúme pode externar-se por muitas formas de emoções como a ira, humilhação, ansiedade, tristeza, ódio, decepção e vergonha. Com elementos assim tão vagos e pessoais, o ciúme é um sentimento complexo, que desafia uma investigação científica.

A ciência não duvida do ciúme. A psiquiatria reconhece certas formas extremas de ciúme como um tipo de paranóia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar sendo vítima de conspiração).

Aliás, parece próprio do ciúme estar sempre associado a alguma forma de medo ou insegurança. Tipicamente a pessoa ciumenta precisa de constante reafirmação de seu amor-próprio. Em geral ela desconfia de seu próprio valor e, por isso, tende a julgar que não é tão importante e nem bastante amada.

O relacionamento sexual leva a um instinto de posse-posse do corpo, das atitudes e do pensamento do(a) parceiro(a).Quando existe a posse de algo se tenta esconder, não expor, não ser visto ou tocado por outros, principalmente se este outro for do mesmo sexo.

As atitudes de ciúme levam às vezes a prejuízos físicos e psicológicos irreparáveis, chegando até a castrações ou mutilações físicas. O prejuízo da resposta sexual do casal estará sempre presente frente a atos de ciúmes intenso, que tira a liberdade do pensar e do agir do companheiro(a).

As mulheres são mais ciumentas?

O mito social leva a este pensamento, mas este julgamento talvez resulte de uma falsa interpretação dos fatos. Por exemplo, crimes passionais cometidos por mulheres ciumentas atraem muita atenção da sociedade. Isso pode sugerir que as mulheres estão mais sujeitas aos desatinos do ciúme.

Mas, na realidade, entre cada dez homicídios cometidos por ciúme, apenas um ou dois são cometidos por mulheres. Também outro pensamento a favor de que as mulheres têm mais razões reais de ciúme é a idéia de que os homens são notoriamente infiéis. Por outro lado ,o ciúme da mulher está ligado ao medo do homem se apaixonar por outra”.

É evidentemente “doentio” sentir-se compelido a manter uma ligação que, em vez de oferecer tais satisfações, aprisiona a pessoa nos tormentos do ciúme. Muitos maridos sentem ciúmes das amigas da mulher, assim como muitas mulheres sentem ciúme dos amigos do marido. Em geral esse tipo de ciúme não advém de nenhuma suspeita concreta de infidelidade sexual (que seria cabível se a pessoa rival ou a infiel tivesse orientação homossexual).

A causa do ciúme, nesses casos, provavelmente estará ligada à insegurança da pessoa ciumenta: ela sofre ansiedade por sentir-se excluída da ligação afetiva da pessoa amada com alguém.É relativamente comum, por exemplo, que a mulher tenha ciúme da amizade entre o marido e uma companheira de infância ou dos tempos de solteiro.

A mulher sabe que nunca poderá ter papel na história de vida que os dois comungam. Se não estiver convencida de seu próprio valor e da importância afetiva que tem para o marido, a mulher pode sentir-se vagamente ameaçada e ir acumulando hostilidade, consciente ou não, contra o marido, seu amigo ou ambos.

A personalidade da pessoa ciumenta apresenta características de timidez e também relacionada com sentimentos de insegurança. O tratamento do ciúme doentio é possível. Se a origem do ciúme for algum sentimento de inferioridade e de insegurança básica da pessoa, é possível melhorar a confiança dela em si mesma através das técnicas de psicoterapia e mediante atitudes corretas de apoio afetivo no meio familiar.

Uma vez reduzido o sentimento de insegurança, talvez ela consiga alívio para a aflição do ciúme. Só quem confia em si mesmo pode confiar em outros, de modo que parece lógico começar pelo fortalecimento da autoconfiança.

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